• Atenção e respeito às sinalizações garantem mais segurança para quem transita nos terminais

    03/04/2018 Categoria: Artigos

    Atravessar fora da faixa de pedestre, entrar no terminal pela pista de rolamento e não respeitar a faixa de contenção. Estes são só alguns dos principais atos de imprudência registrados todos os dias através das câmeras de segurança instaladas nos 21 terminais de ônibus de integração da Região Metropolitana de Goiânia.

    É possível encontrar sinalizações para toda e qualquer atividade dentro dos terminais: aviso de pare, limite de velocidade, faixa de pedestre orientando onde deve ser feita a travessia com segurança, placas indicativas de locais de embarque e desembarque, sinalização de rota de fuga (saídas de emergência) e faixas de contenção nas plataformas de embarque. No entanto, nem todos dão o devido valor às medidas de segurança.

    Além disso, todos os atendentes são treinados para auxiliar os clientes, não só com informações referentes às linhas de ônibus, mas também orientando e alertando sobre atitudes incorretas que coloquem em risco sua integridade física.

     

    Segue algumas dicas de segurança para transitar nos terminais:

    • Utilize sempre a faixa de pedestre para travessia entre as plataformas dentro do terminal;
    • Não atravesse em hipótese alguma a pista de rolamento (local de locomoção dos ônibus);
    • Respeite as faixas de contenção;
    • Não sente no meio fio das plataformas;
    • Não corra dentro dos terminais;
    • Aguarde a parada total do ônibus para realizar o embarque ou desembarque;
    • Dê preferência para os idosos, gestantes e pessoas com deficiência – PcD;
    • Denunciar irregularidades quanto a conduta dos profissionais através do número 0800 648 2222.
  • Rmtc disponibiliza bicicletários em 14 terminais

    28/03/2018 Categoria: Artigos

    O crescente número de automóveis nas vias traz consigo algumas preocupações e a necessidade de reflexão sobre seu uso excessivo. Além do aumento de engarrafamentos e maior poluição, o transporte individual motorizado tem se tornado uma opção economicamente inviável para muitos devido ao aumento frequente dos combustíveis.

    Dentro deste cenário, o transporte público coletivo se mostra indispensável para a diminuição do número de veículos automotores nas ruas, e a bicicleta uma aliada para a conquista de um espaço viário mais democrático.

    Com o intuito de cooperar com a mobilidade urbana, O RedeMob Consórcio disponibiliza bicicletários em 14 de seus terminais. Isso possibilita que o cliente do transporte público vá até o terminal sem precisar de veículo automotor, deixe sua bicicleta em um dos locais reservados, e embarque no ônibus desejado.

    Ao contrário do transporte particular, tanto o transporte público coletivo quanto a bicicleta oferecem mais atributos relacionados à sustentabilidade socioeconômica e ambiental.

    Confira a lista dos 14 terminais que possuem bicicletários:

    • Terminal Araguaia
    • Terminal Bandeiras
    • Terminal Cruzeiro
    • Terminal Garavelo
    • Terminal Goiânia Viva
    • Terminal Isidória
    • Terminal Maranata
    • Terminal Nerópolis
    • Terminal Parque Oeste
    • Terminal Senador Canedo
    • Terminal Trindade
    • Terminal Veiga Jardim
    • Terminal Vera Cruz
    • Terminal Vila Brasília
  • Prefeitura de São Paulo diz que corredores de ônibus contarão com R$ 240 milhões neste ano, dos quais R$ 35 milhões já foram empenhados

    27/03/2018 Categoria: Artigos

    Segundo Iema e Pesquisa Origem/Destino do Metrô, ônibus transportam 40% dos cidadãos e ocupam 3% das vias, enquanto carros transportam 30% e ocupam 88% das ruas e avenidas. Carros e motos são os “vilões” da poluição na cidade, mostra estudo.

    Gestão Doria tem transferido recursos dos espaços que seriam destinados ao transporte coletivo para o Programa Asfalto Novo

    ADAMO BAZANI

    A SPTrans – São Paulo Transporte informou ao Diário do Transporte que neste ano, a Prefeitura utilizou até o momento, R$ 35,77 milhões  (R$ 35.776.074,00) para qualificação e construção de corredores de ônibus, do total de R$ 240 milhões (R$ 240.083.123,83) reservados no Orçamento para todo o ano de 2018.

    Ainda segundo a gestão, “estão em obras mais 14 quilômetros de extensão do corredor Itaquera, trechos 1 e 2. A previsão do plano de metas é implantar 72 km até 2020.” Em fevereiro, de acordo com a SPTrans, “foi concluído o último trecho do corredor Berrini, com extensão de 3,3 km.”

    A informação foi uma resposta da gerenciadora de transportes ao pedido feito pela reportagem que, com base em decretos de João Doria, no Diário Oficial da Cidade, mostrou que somente neste ano, a gestão fez duas transferências milionárias de recursos que seriam destinados aos corredores de transporte coletivo para o programa Asfalto Novo, considerada uma das atuais bandeiras do prefeito que, em abril, se afasta do cargo para disputar a vaga ao Governo do Estado de São Paulo.

    A primeira transferência foi de R$ 192 milhões (R$ 192.227.832,59), em decreto de 22 de fevereiro e, por meio de decreto de 23 de março, foram transferidos mais R$ 110 milhões (R$ 110.202.414,58).

    Apesar de ônibus circularem nas vias que devem ser contempladas com o Asfalto Novo, na prática, o maior beneficiado com as transferências deve ser do transporte individual, já que os carros ocupam mais o espaço na cidade, apesar de transportarem menos passageiros, segundo o Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo, lançado em 23 de maio do ano passado, pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente – Iema.

    Com base na Pesquisa Origem – Destino do Metrô o estudo mostra que os carros transportam apenas 30% das pessoas na cidade, mas ocupam 88% do espaço das vias. Os ônibus municipais, por sua vez, transportam 40% dos cidadãos, mas só ocupam 3% das vias.

    Em relação à poluição, os carros e as motos prejudicam muito mais a cidade que os ônibus.

    Ainda de acordo com o estudo do Iema, os carros de passeio transportam apenas 30% das pessoas em São Paulo, mas são responsáveis por 72,6% das emissões de gases de efeito estufa do setor de transportes.

    Já os ônibus municipais, de acordo com a pesquisa de Origem e Destino, transportam em média 40% das pessoas que se deslocam pela cidade, mas são responsáveis apenas por 3,1% das emissões na capital paulista (isso com a tecnologia Euro III de motores predominante, cerca da metade da frota atual de ônibus é Euro V, que polui menos).

    Levando em consideração as emissões por passageiro por quilômetro, os carros e motos continuam sendo os campeões de poluição. Os carros emitem 65,8% de dióxido de carbono, as motocicletas são responsáveis por 35,6% e os ônibus municipais lançam no ar 17%.

    A reportagem questionou o fato de com quase 1 ano e quatro meses, a gestão Doria ainda implantou nenhuma faixa de ônibus na cidade.

    A SPTrans diz que juntamente com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego estuda a possibilidade de novos espaços deste tipo, mas não informou nenhuma previsão.

    Na nota, a gerenciadora ainda acrescentou que o Programa Asfalto Novo contempla corredores de ônibus, o que vai resultar em melhor fluidez ao transporte coletivo.

    Confira a nota na íntegra:

    A Prefeitura informa que o remanejamento orçamentário é permitido por lei, no limite de 9% do seu total. O Programa Asfalto Novo prevê, como o nome diz, melhorias no asfalto das ruas e avenidas da cidade e também dos corredores de ônibus, o que garante melhor fluidez aos ônibus e veículos.

    Em 2017, foram empenhados em corredores de ônibus R$ 88.151.503,52. Para 2018, foram orçados para corredores R$ 240.083.123,83 e o valor empenhado até o momento é de R$ 35.776.074,00.

    A cidade de São Paulo conta com 12 corredores de ônibus que totalizam 128,7 km de extensão. Em fevereiro de 2018, foi concluído o último trecho do corredor Berrini, com extensão de 3,3 km. Atualmente, estão em obras mais 14 quilômetros de extensão do corredor Itaquera, trechos 1 e 2. A previsão do plano de metas é implantar 72 km até 2020.

    As equipes de planejamento da SPTrans e da CET realizam constantemente estudos de implantação de novas faixas de ônibus em todas as regiões da cidade.

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Populismo não é remédio para o transporte público

    18/05/2017 Categoria: Artigos

    Publicado no Diário da Manhã, em 18/05/2017

    A busca de soluções para o transporte coletivo é de interesse unânime, ninguém duvida. É claro que há atores no processo (principalmente no processo político) que enfatizam os problemas e jogam pedras no sistema para ser visto como paladino do eleitorado. Muitos trazem na formação os resquícios do populismo, longe de uma política moderna ou propositiva.

    Um cenário de críticas e cobranças, mesmo que desprovido de propostas, como às vezes acontece no meio político é até compreensível. Em suas limitações, o político leva para o plenário a indignação do usuário e, de maneira natural, se eleva na tribuna em discursos inflamados diante das câmeras.

    O que não é nada compreensivo é quando além deste papel simplório de derramar críticas, autoridades que deveriam responder pelo próprio sistema se protegem da própria desinformação com discursos igualmente inflamados – quando não incendiários. Nesse ambiente de orfandade do transporte público, a atual politização do tema revela fragilidade política e administrativa de gestores que tentam apontar culpados como forma de se eximir do problema.

    A história revelará a seriedade destes equívocos. A avidez por se abraçar ao problema como forma de fazer política penaliza a mesma platéia onde se busca aplauso com o sucateamento do próprio meio de transporte. Não é saudável que autoridades do transporte façam proselitismo enganoso para adiar o momento de enfrentar o problema.

    A Região Metropolitana de Goiânia tem a única rede de transportes metropolitanos que funciona realmente integrada no país, mas autoridades desvairadas trabalham para desmontar o sistema, numa experimentação perigosa que coloca em risco o cotidiano das pessoas e o funcionamento das cidades.

    Também somos o único lugar onde os municípios não se sentem obrigados a bancar a gestão dos terminais ou pontos de parada, muito menos a custear as gratuidades criadas pelo próprio poder público. Tudo vai para a conta do usuário pagante. Ao contrário de assumir obrigações próprias da gestão pública, alguns de seus atores lançam propostas mirabolantes, em busca de simpatia pública, mesmo cientes de que nunca poderão realizá-las. Vão a público, por exemplo, com utopias como ônibus climatizados sem contar para o público que a única fonte de custeio seria o bolso do próprio usuário.

    Nesse ambiente amador, no entanto, justiça seja feita: há políticos mais comprometidos que – não à toa, detêm credibilidade e assumem seu papel. A postura responsável do prefeito de Goiânia – em relação à obrigação contratual com as concessionárias, deveria ser regra mas atualmente é ponto fora da curva de executivos públicos que se comportam como ativistas descomprometidos. Outro exemplo louvável foi esta solução anunciada pelo Governador do Estado, assumindo na integralidade o Passe Livre Estudantil e adiando a discussão sobre reajuste tarifário. A medida traz muito mais que um alento para o usuário. É exemplo de comprometimento que deve ser seguido por todos os responsáveis pela concessão pública.

    De fato, não existe no mundo um transporte de qualidade financiado exclusivamente pela tarifa cobrada do passageiro. A sociedade – via governo ou não, terá que assumir parte do problema se quiser ter um sistema que viabilize a vida de todos e não somente de quem anda de ônibus.

    O sistema de Transportes Públicos Metropolitano de Goiânia não é o único a enfrentar problemas, mas temos mais chances de superá-los como região pioneira que sempre fomos. É uma tarefa de todos construir um modelo que volte a ser eficiente e sustentável, o suficiente para sobreviver àqueles que se permitem tirar proveito do problema por mero despreparo para apresentar a solução.

    Com a reversão da discussão, onde aumento de tarifa fica a critério das melhorias, vamos ver agora do que o conjunto de autoridades é capaz. Quando discutimos este assunto, os cooperados da Cootego, que somos os próprios motoristas dos ônibus que operam o sistema, sempre torcemos para que, em meio a tantos que se ocupam de jogar pedras, apareçam uns mais lúcidos, compromissados e capazes de construir, em parceria, o caminho que procuramos.

    Rilvadar Gonçalves
    Diretor presidente da COOTEGO
    (Cooperativa de Transporte do Estado de Goiás)

  • Sustentabilidade, mobilidade e sensatez

    04/01/2016 Categoria: Artigos

    Artigo veiculado no site da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos

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    É consenso: sustentabilidade é tema prioritário! O homo sapiens surgiu há mais de 100 mil anos e nos últimos 50 anos está conseguindo esgotar o planeta em busca de hábitos levianos de consumo e ocupação da terra. A maioria dos países buscam padrões de vida americanos sem se preocupar com o fato de que, se este objetivo de consumo for atingido, o planeta sucumbe.

    A concentração nas áreas urbanas possibilita grandes avanços pela organização social e sinergia produtiva dos cidadãos, ao mesmo tempo que desafia urbanistas a encontrar propostas de cidades viáveis a longo prazo com nossa escassa capacidade de investimento.

    Precisamos rever costumes, realizar a cada dia mais de nossas atividades com menos recursos e menos poluição. O compartilhamento é uma das chaves dessa eficiência!

    A mobilidade é essencial às cidades. Circular é a garantia de que tudo aconteça. Trabalho, estudo, lazer, comércio, etc, e o transporte coletivo é uma maneira compartilhada e sustentável de se locomover. Além de substituir muitos automóveis, 35 ônibus com tecnologia atual poluem o mesmo que 1 único ônibus do início dos anos 90!

    Imagine duas quadras entupidas com 100 automóveis quase parados e emitindo poluição! Agora substitua por 2 ônibus: pista livre e fluida, muito menos poluição, espaço para circularem outros veículos automotores indispensáveis e para ciclofaixas e pedestres circularem com segurança. Imagem de uma cidade mais moderna, justa e sustentável!

    Mobilidade é um conceito fundado no cidadão, não no veículo. Segundo a Lei Federal da Mobilidade (12.587, 3/1/12), a prioridade é do não motorizado e do coletivo em relação ao individual. Pela sustentabilidade e justiça cidadã, minha visão particular é que toda ação coletiva é prioritária!

    Passaremos por ajustes duros, com mudança de hábitos e revisão de conceitos. Muitas das realidades inevitáveis contrariam nossos velhos hábitos e muitos choques ocorrerão. Enquanto a gente se adapta, bom senso é imprescindível! Precisaremos ceder em alguns desejos e hábitos incompatíveis com essa nova era e alguns precisarão se engajar na defesa das mudanças, mas sempre com razoabilidade e tolerância. Guerrear ou dividir a população em dois polos adversários não ajuda, pois todos precisamos das mesmas soluções e só com harmonia chegaremos a elas.

    Dimas Barreira – Presidente do Sindiônibus

    http://www.ntu.org.br/novo/NoticiaCompleta.aspx?idArea=10&idSegundoNivel=106&idNoticia=580

     

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