• A matemática da mobilidade

    27/02/2018 Categoria: Mobilidade Urbana

    Um carro de médio porte ocupa, aproximadamente, 8m² e transporta até 5 pessoas.

    Um ônibus básico ocupa, aproximadamente, 56m² e transporta até 70 pessoas.

    O mesmo espaço ocupado por um ônibus é equivalente a 7 carros que, por sua vez, podem transportar até 35 pessoas, ou seja, metade da capacidade de um ônibus.

    Em movimento, ao serem consideradas as distâncias de segurança necessárias entre os veículos, a capacidade das vias e, consequentemente, o número de veículos em circulação diminuem.

    Em 2001, o Departamento de Trânsito de Munique (DTM) comparou os espaços necessários para deslocamentos por ônibus, bicicleta e carro. A imagem a seguir foi inspirada no experimento realizado pelo DTM.

    O transporte público é capaz de transportar muito mais pessoas do que o carro. A economia vai além do espaço gasto: o transporte público contribui para a redução de acidentes de trânsito, de emissões de poluentes atmosféricos e até mesmo de espaço público. Espaços destinados aos automóveis podem ser reduzidos e, assim darem lugar ao transporte público, aos pedestres, aos ciclistas, às atividades de lazer, cultura, diversão e natureza.

    Trânsito não se resolve dando mais espaço aos carros, mas sim às pessoas.

    A matemática da mobilidade é simples: o coletivo é sempre melhor para todos!

  • Gestão Doria diz que não faltarão recursos para corredores de ônibus, mas fala em prioridades na definição dos investimentos

    26/02/2018 Categoria: Mobilidade Urbana

    Decreto transferiu R$ 192 milhões que eram para a implantação de espaços para o transporte coletivo para recapeamento de vias de trânsito comum

    ADAMO BAZANI

    A SPTrans – São Paulo Transporte informou na noite desta sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018, que não irão faltar recursos para a implantação de novos corredores de ônibus na cidade, mesmo com a transferência de R$ 192 milhões reservados para este fim e que foram remanejados para o programa de recapeamento de ruas e avenidas que recebem trânsito comum, contando com o transporte individual.

    O decreto transferindo os recursos foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da Cidade e revelado em primeira mão pelo Diário do Transporte, já no início da manhã.

    Relembre:

    https://diariodotransporte.com.br/2018/02/23/doria-tira-r-192-milhoes-de-corredores-de-onibus-para-asfaltar-ruas-e-avenidas-de-transito-comum/

    Em nota ao Diário do Transporte, a SPTrans disse que os remanejamentos são permitidos por lei e que seguem as “prioridades” da gestão. A gerenciadora dos transportes ainda afirmou que não haverá prejuízos às estimativas de novos corredores, que vão contar com recursos do fundo do trânsito.

    “A SPTrans informa que as alterações são definidas pelas prioridades da gestão. O remanejamento orçamentário é permitido por lei, no limite de 9% do seu total.

     Esta alteração não acarreta qualquer prejuízo à implantação de corredores na cidade. O orçamento para este fim está mantido, proveniente do Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito (FMDT).”

    A cidade possui em torno de 130 quilômetros de corredores de ônibus, sendo que apenas oito quilômetros são de BRT – Bus Rapid Transit, o Expresso Tiradentes, que desde 5 de fevereiro está com um trecho de 300 metros interditado, entre a rua Dona Ana Néri e o Terminal Parque Dom Pedro II, devido ao afundamento da pista. – Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2018/02/06/trecho-do-expresso-tiradentes-afunda-e-prefeitura-interdita-300-metros/

    A falta de espaços adequados para os ônibus é apontada por profissionais de transportes como um dos motivos de o sistema não ter a eficiência e qualidade esperadas pela população.

    No ano passado, das 35.428 reclamações sobre o sistema de ônibus, em primeiro lugar apareceram as queixas motivadas pelo tempo de espera nas paradas, com 9.285 registros.

    Na nota ao Diário do Transporte, a SPTrans diz que tanto o número de queixas totais, como especificamente pelos intervalos entre os ônibus, caiu no ano passado em relação a 2016.

    “A SPTrans esclarece ainda que em 2017, o número de reclamações de passageiros caiu 27%. Houve 9.285 queixas por intervalo excessivo da linha, número que é 12,4% inferior ao registrado em 2016, quando foram anotadas 10.611 reclamações desse tipo. A fiscalização eletrônica sobre o sistema de transporte foi ampliada e uma série de medidas foi adotada pela SPTrans, com base nas queixas mais comuns dos usuários, com o propósito de melhorar a qualidade dos serviços prestados.” – completa a nota.

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Prefeitura de São Paulo busca R$ 450 milhões para corredores de ônibus e anuncia verbas para asfaltamento

    08/02/2018 Categoria: Mobilidade Urbana

    Serão R$ 200 milhões para o programa Asfalto Novo. Prefeitura negocia financiamento junto ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

    ADAMO BAZANI

    O prefeito de São Paulo confirmou nesta quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018, que negocia junto ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, um financiamento de R$ 450 milhões para revitalizar sete eixos de corredores de ônibus, faixas e áreas para pedestres.

    Entre as sete intervenções estão uma das mais antigas promessas de João Doria, logo no início de mandato: o Rapidão, um projeto piloto de modelo de corredor BRT (Bus Rapid Transit), de 3,4 km entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona Sul da cidade, aproveitando atual estrutura, mas futuramente, havendo as adequações.

    Entre as características de BRT que a ligação terá, estão estações em vez de paradas, cobrança desembarcada e informações eletrônicas nestes ambientes.

    Em janeiro do ano passado, Doria chegou a anunciar quem em três meses, ou seja, abril de 2017, os ônibus já estariam circulando, o que não ocorreu.

    Entre os terminais Capelinha e João Dias atualmente, no horário de pico da tarde, a velocidade média é de 19 km/h, abaixo, portanto, da meta de 25 Km /h proposta ainda na gestão do ex-prefeito Fernando Fernando Haddad.

    Doria também promete um aplicativo para o sistema BRT Rapidão, que seria concedido à iniciativa privada. Este aplicativo de celular informaria aos passageiros as linhas, horários e previsão de quando os veículos passariam nos pontos.

    Doria diz que pretende reduzir em até 20 minutos o tempo de deslocamento para este sistema no trecho.

    Os outros seis eixos que estão contemplados na negociação são: Radial Leste (do Centro até a Avenida Aricanduva – 7,9 km); Avenida Imirim (da Avenida Deputado Emídio Carlos até a Alameda Afonso Schmidt – 4,6 km); Av. Interlagos (da Ave Washington Luiz até a Avenida Atlântica – 9 km); Corredor João Dias (novo piso rígido desde o Terminal João Dias até a Avenida Santo Amaro; e desde a Avenida Santo Amaro até o cruzamento com a Ave dos Bandeirantes – 7 km); Estrada do M’Boi Mirim (entre Rua Ribeiralta e Rua Humberto Marçal, no Jardim. Ângela – 5 km) e Avenida Amador Bueno da Veiga (5 km).

    ASFALTO NOVO

    O prefeito João Doria também anunciou que investimentos de R$ 200 milhões para recapear 147 quilômetros de vias, no Programa Asfalto Novo.

    A primeira etapa das obras vai de 1º de março a 30 de junho.

    A Marginal Tietê contará com recapeamento nos 23 quilômetros. A avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello é outra via de grande movimento que será recapeada.

    A Avenida do Estado receberá no trecho da Capital 12,7 quilômetros. A primeira etapa contempla 9,7 quilômetros entre a Marginal do Tietê e o viaduto Grande São Paulo.

    Os recursos desta fase do programa terão as seguintes fontes: R$ 45 milhões do Tesouro Municipal, R$ 100 milhões do fundo de multas, R$ 25 milhões da SPTrans (São Paulo Transporte) e R$ 30 milhões financiados pelo banco Santander.

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Fatores climáticos causam prejuízos à operação do transporte público coletivo

    24/11/2017 Categoria: Mobilidade Urbana

    Depois de quase quatro meses de estiagem, a chuva voltou a cair em Goiânia e região metropolitana, no fim do mês de setembro. Somado ao fator climático, a existência de árvores frutíferas, como o jamelão, espalhadas na capital, deixam a pista mais escorregadia, o que demanda aos motoristas cuidados redobrados no trânsito. Esses transtornos atingem também o transporte público coletivo, onde a operação da rede sofre interferências diretas.

    Pistas escorregadias, chuvas, ventos fortes e falta de energia são algumas das ocorrências registradas como causas de atrasos nas linhas de ônibus, mas que também estão relacionadas ao aumento do risco de acidentes no trânsito.

    Em Goiânia, com as chuvas ocorridas nos dias 27 e 29 de setembro, o transporte público coletivo sofreu impactos negativos em sua operação que resultou em atrasos. Nos dias 27, 30 e 31 de outubro e 01 e 03 de novembro, as chuvas novamente deixaram o trânsito lento, inclusive com registros de alagamentos. Nesse período, os impactos causados ao transporte público coletivo se deram em mais de 20 vias. As avenidas 85, C-233, Mutirão e a BR-153, estão entre as que registraram os maiores e piores impactos.

    Av. 85, Setor Oeste – Foto: O Popular

  • Redução dos atrasos no transporte público requer prioridade ao ônibus

    21/11/2017 Categoria: Mobilidade Urbana

    Uma rede eficiente de transporte público coletivo de passageiros depende fundamentalmente do planejamento de sua operação. Especialistas em transporte destacam como aspectos indispensáveis ao planejamento de transportes públicos a definição de itinerários, a conveniente agregação da demanda, organização da operação, programação da oferta e informação aos usuários. O desempenho de todo o sistema se relaciona diretamente com o atendimento da expectativa que o usuário tem sobre o serviço de transporte público disponível.

    Pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná destaca, dentre os principais atributos ponderados pelo usuário, o tempo de deslocamento. Este, por sua vez, depende de fatores externos ao sistema de transporte público coletivo, tais como o tráfego geral, a superfície de rolamento, a ocorrência de acidentes, interdições de vias, dentre outros. Uma pesquisa realizada pelo RedeMob Consórcio, em Goiânia, entre os dias 23 e 27 de outubro, revelou que entre as diversas causas de atrasos das linhas de ônibus, 82,1% correspondem ao trânsito lento. As demais causas se distribuem entre acidentes com terceiros (4,4%), semáforo com defeito (4,4%), interdição de via (4,2%), fatores climáticos (3,5%) e feiras livres (1,5%).

    Políticas que incentivam o uso de veículos individuais prejudicam significativamente a mobilidade urbana e alimentam a ocorrência de congestionamentos por toda a cidade. Ao revelar a lentidão no trânsito como a principal causa de atrasos no transporte público, a pesquisa do RedeMob Consórcio também mostra que o excessivo uso individual do espaço viário, que é de caráter público, é um dos fatores que impedem que a cidade cumpra sua função social.

    Ao contrário do transporte particular, o transporte público coletivo é capaz de oferecer aos cidadãos o acesso equitativo e eficiente aos diversos locais das cidades, bem como de oferecer mais atributos relacionados à sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Sendo assim, cabe destacar: o desempenho do transporte público coletivo depende de políticas que o priorizem frente ao transporte individual motorizado.

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