• Após Cotia-SP, confira como ficaram as tarifas na Grande São Paulo

    15/01/2019 Categoria: Tarifa

    A tarifa de ônibus em Cotia, na Grande São Paulo, vai ficou mais alta a partir desta quarta-feira, 16 de janeiro de 2019.

    O valor passa dos atuais R$ 4,35 para R$ 4,50.

    O decreto foi publicado pelo prefeito Rogério Franco e vale tanto para o serviço por empresa de ônibus como para o sistema alternativo.

    No ano passado, a tarifa de Cotia foi alvo de uma disputa judicial.

    O valor foi reajustado em março de 2018, mas uma liminar de junho suspendeu o reajuste. A prefeitura conseguiu rever a decisão no mês seguinte.

    Relembre:
    https://diariodotransporte.com.br/2018/07/20/tarifa-de-onibus-em-cotia-volta-a-custar-r-435/

    Na Grande São Paulo, diversas outras cidades já reajustaram as tarifas de ônibus..

    As tarifas do Metrô e da CPTM aumentaram neste domingo, 13 de janeiro de 2019, juntamente com as integrações com os ônibus municipais da capital paulista, de gestão da SPTrans – São Paulo Transporte.

    As tarifas dos ônibus gerenciados metropolitanos pela EMTU e as passagens dos ônibus rodoviários intermunicipais e dos suburbanos do sistema da Artesp sobem no dia 20 de janeiro de 2019.

    GRANDE SÃO PAULO:

    Cotia: De R$ 4,35 para R$ 4,50 – 16 de janeiro de 2019
    Itapecerica da Serra: De R$ 3,50 para R$ 3,75 – 13 de janeiro de 2019
    São Caetano do Sul: De R$ 4,20 para R$ 4,50 – 13 de janeiro de 2019
    Mogi das Cruzes: De R$ 4,10 para R$ 4,50 – 13 de janeiro de 2019
    Cajamar: De R$ 4,35 para R$ 4,60 – 13 de janeiro de 2019
    Ribeirão Pires: De R$ 4,00 para R$ 4,40 – Vale-Transporte: R$ 4,60 – 13 de janeiro de 2019
    Rio Grande da Serra: De R$ 3,80 para R$ 4,20 – 12 de janeiro de 2019
    Francisco Morato: De R$ 4,20 para R$ 4,45 – 07 de janeiro de 2019
    Franco da Rocha: De R$ 4,35 para R$ 4,60 – 07 de janeiro de 2019
    Santo André: De R$ 4,40 para R$ 4,75 e Vale-Transporte de R$ 5,50 para R$ 5,95 – 06 de janeiro de 2019
    Caieiras: De R$ 4,35 para R$ 4,60 – 06 de janeiro de 2019
    Diadema: De R$ 4,40 para R$ 4,65 – 06 de janeiro de 2019
    (Cartão SOU Comum – R$ 4,25 / Dinheiro – R$ 4,65 / Vale Transporte – R$ 4,88)
    Barueri: De R$ 4,35 para R$ 4,50 – 06 de janeiro de 2019
    Carapicuíba: De R$ 4,35 para R$ 4,50 – 05 de janeiro de 2019
    Osasco: De R$ 4,35 para R$ 4,50 – 01º de janeiro de 2019
    São Bernardo do Campo: De R$ 4,40 para R$ 4,75 – 01º de janeiro de 2019
    Itapevi: De R$ 4,35 para R$ 4,50. – 01º de janeiro de 2019

    EMTU:

    As tarifas de ônibus metropolitanos intermunicipais gerenciados pela EMTU ficam mais caras a partir de domingo, 20 de janeiro de 2019. Também haverá reajuste da tarifa do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos que liga Santos e São Vicente, no litoral paulista.
    Os preços variam de acordo com a extensão e os tipos das linhas e ainda serão divulgados ao longo da semana pela gerenciadora, assim como os percentuais de reajuste.
    https://diariodotransporte.com.br/2019/01/12/em-primeira-mao-tarifas-de-onibus-da-emtu-e-do-vlt-sobem-no-dia-20-de-janeiro/
    A integração entre os ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU (incluindo o Corredor ABD de ônibus e trólebus) tem desconto de R$ 1,50.

    ARTESP:

    As tarifas dos ônibus rodoviários e suburbanos que ligam diferentes cidades dentro do Estado de São Paulo sobem no domingo 20 de janeiro de 2019.
    O reajuste sobre as bases tarifárias será de 5,53% para os serviços de característica rodoviária e de 6,10% para os serviços de característica suburbana.
    Serviço de característica rodoviário é feito por ônibus com bagageiro, poltronas reclináveis e uma porta apenas.
    Já os suburbanos são os ônibus urbanos comuns, mas que ligam diferentes cidades que não integram uma região metropolitana.
    https://diariodotransporte.com.br/2019/01/12/passagens-de-onibus-rodoviarios-intermunicipais-e-suburbanos-de-sao-paulo-tem-reajuste-no-dia-20-de-janeiro

    SPTRANS, METRÔ E CPTM:

    A partir deste domingo, 13 de janeiro de 2019, as tarifas dos trens da CPTM e do Metrô sobem de R$ 4,00 para R$ 4,30. A integração com os ônibus gerenciados pela SPTrans – São Paulo Transporte na capital paulista, que subiu no domingo passado por causa do reajuste do sistema municipal, tem outro aumento, de R$ 7,21 para R$ 7,48.
    A dica para sentir um pouco mais tarde este reajuste no bolso é carregar o Bilhete Único até às 23h59 deste sábado.
    Isso porque, os créditos comprados até hoje vão ser debitados pelo valor anterior ao aumento até acabarem.
    Pelo site da SPTrans, é possível saber os endereços dos postos de recarga do Bilhete Único e também comprar pela internet, com pagamento por boleto bancário. Os créditos comprados até a data do aumento ainda serão descontados nas catracas pelo valor de R$ 4,00.
    http://bilheteunico.sptrans.com.br/
    Há também a possibilidade de compra de créditos por aplicativos de celulares, mas o usuário deve estar atendo às taxas de serviço e carregamento.
    A SPTrans disponibiliza a relação de algumas opções:
    http://www.sptrans.com.br/app/
    O passageiro deve também calcular se vale mais a pena o Bilhete Único Comum, o 24 Horas ou o Mensal.
    Para isso deve dividir o valor do Bilhete por R$ 4,30 se for na modalidade única ou por R$ 7,48 se for a integração entre ônibus e sistema de trilhos.

    Confira abaixo como ficam as novas tarifas de transporte a partir de 13 de janeiro, segundo nota da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Santos-SP aumenta tarifa dos ônibus para R$ 4,30

    09/01/2019 Categoria: Tarifa

    Valor passa a valer a partir da meia-noite do dia 13 janeiro

    A Prefeitura de Santos, litoral paulista, reajustou a tarifa do transporte coletivo municipal, conforme publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira, dia 9 de janeiro.
    A partir da meia-noite do dia 13 de janeiro de 2019, domingo, a passagem passará dos atuais R$ 4,05 para R$ 4,30, reajuste de 6,2 %. O índice supera a inflação oficial (IPCA) dos últimos 12 meses, de 4,05 %.
    A Viação Piracicabana solicitara que a tarifa fosse aumentada para R$ 4,56.
    O último reajuste foi concedido em janeiro de 2018, quando a passagem subiu de R$ 3,85 para R$ 4,05. Na época houve uma batalha jurídica, e o reajuste passou a valer de fato no dia 7 de fevereiro de 2018 (Leia o Histórico abaixo).
    Regulado pelo contrato de concessão, firmado entre a prefeitura e a Viação Piracicabana, o atual reajuste decorre da necessidade de se reequilibrar o balanço econômico-financeiro do serviço. Como fatores para o aumento, foram citados o aumento do preço do diesel, a elevação de insumos (pneus e peças), além dos salários e benefícios dos empregados da empresa.
    A evasão no número de passageiros transportados também é outro fator de impacto para o aumento do valor: com menos passageiros pagantes diante de custos de operação em elevação, cada passageiro precisa pagar mais para alcançar o equilíbrio entre receita e despesa.
    A prefeitura de Santos não paga subsídios, como ocorre, por exemplo, em São Paulo.
    Aos domingos os usuários do Cartão Transporte (CT) passam a pagar o valor de R$ 2,15 (meia-tarifa).
    Estudantes também pagam metade da tarifa.
    Os créditos existentes nos cartões serão convertidos em número de passagens pelo valor de R$ 4,05.

    ALEXANDRE PELEGI- Diário do Transporte

  • Transporte público em crise no Brasil

    07/01/2019 Categoria: Tarifa

    Há anos que o transporte público nas principais cidades brasileiras está em crise, apesar da existência de inúmeros projetos e planos de ação para a resolução do problema, sem contar a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada em 2012, e, até hoje, sem resultados práticos e mais uma vez prorrogada, agora para abril de 2019. Essa crise não pode ser ignorada pela sociedade, ainda mais que as estatísticas denunciam o crescimento das perdas de demanda, os aumentos tarifários superiores ao poder de compra da população, a má qualidade dos serviços, a redução da velocidade comercial decorrente dos congestionamentos e a deficiência na mobilidade urbana.

    Ademais, pesquisas recentes mostram que apenas 32% dos brasileiros se locomovem por meio de transportes públicos, ou seja, ônibus, trens e metrôs. O restante da população utiliza o automóvel, a bicicleta, a motocicleta, a tração animal ou anda a pé.

    Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte de Passageiros (NTU), a cada dia, mais e mais pessoas deixam de andar de ônibus, situação que acarreta numa perda de 3,6 milhões de passageiros por dia, em todo o país. Nos últimos vinte anos, o sistema brasileiro de transporte público por ônibus perdeu 36% de seus passageiros pagantes. Já os trens suburbanos e metrôs não vêm apresentando os crescimentos esperados para suas potencialidades como transporte de massa. Para agravar ainda mais a crise, 63% das cidades com mais de 300 mil habitantes possuem transporte ilegal, que, de forma preocupante, crescem a cada dia.

    Um estudo da Associação Nacional de Transportes Públicos prevê que a falta de investimentos no transporte público, no curto prazo, duplicará o nível atual dos congestionamentos nos próximos dez anos, com severas perdas de tempo para as pessoas, além de aumentar os acidentes e a poluição nas grandes cidades.

    Certamente, a solução para os problemas do transporte público nas RM brasileiras não depende de competência técnica, mas de vontade política. De um modo geral, a mudança do quadro atual somente poderá ocorrer por meio de pesados investimentos em infraestrutura de transporte, tais como em corredores exclusivos para os ônibus urbanos, terminais intermodais, estacionamentos centrais, metrôs, trens urbanos, veículos leves sobre trilhos, viadutos, vias subterrâneas ou mergulhões, entre outros.

    De acordo com monitoramentos realizados pela NTU, atualmente, no país, existem 330 empreendimentos de transporte público por ônibus que podem ser classificados como travados, que somam quase 3 mil quilômetros de vias (90 sistemas BRT, 194 corredores de ônibus e 46 faixas exclusivas). Dos projetos prioritários sobre trilhos, entre 2017 e 2018, somente ocorreu a inauguração da Linha 2 do Metrô de Salvador (trecho Aeroporto-Acesso Norte).

    Para que os investimentos em transporte público sejam exequíveis, há a necessidade de incentivos tributários e fiscais, associados a linhas de financiamento acessíveis para o setor, além de uma política de transporte público competente, planejada, integrada, física e tarifariamen-te, apartidária e continuada ao longo dos governos. Tudo isso possibilitaria um futuro melhor para as populações das regiões metropolitanas.

    O transporte público é essencial para as cidades de médio e grande porte e deve ser considerado como uma necessidade humana básica, uma vez que é o único serviço que participa de todas as atividades da sociedade e afeta as pessoas todos os dias. Por isso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos preconiza a igualdade entre os cidadãos quanto ao acesso aos serviços públicos de seus países, inclusive o transporte público. Entretanto, isso não vem sendo suficiente para sensibilizar os governantes no país. Penso que somente uma pressão permanente da sociedade organizada poderá mostrar aos governantes as necessidades da população.

    Marcus Quintella – Doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ; mestre em Transportes pelo IME e professor da FGV

  • Empresas de ônibus dizem que acumularam prejuízos de R$ 1 bilhão neste ano por causa do aumento de 11% no diesel entre janeiro e maio

    21/05/2018 Categoria: Tarifa

    Viações querem tratamento diferenciado para o peço do combustível usado para o transporte público e falam em colapso

    ADAMO BAZANI

    A NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne em torno de 500 empresas de ônibus em todo o País, divulgou nesta sexta-feira, 18 de maio de 2018, nota dizendo que entre janeiro e meados de maio deste ano já acumula perdas de em torno de R$ 1 bilhão por causa dos aumentos consecutivos do preço do óleo diesel.

    Segundo a entidade, com base em dados da própria Petrobrás, o combustível teve aumento médio de 11% de janeiro a maio deste ano, onze vezes acima da inflação do período.

    A representação dos empresários já pediu um encontro com membros da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para sugerir um regime de preços diferenciado para o diesel dos ônibus, já que o transporte coletivo é um direito social e aumentos emergenciais de tarifas ou redução dos serviços por causa dos custos maiores de operação podem interferir diretamente na população em geral, especialmente entre as pessoas de menor renda.

    O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, disse na nota que as empresas de ônibus já estão com dificuldades para comprar óleo diesel, cujo impacto, em média no País, é de 23% dos custos do setor, ficando atrás apenas de mão-de-obra, que representa em torno de 40% dos gastos das viações.

    O dirigente disse ainda que uma das grandes dificuldades é que, diferentemente de outros setores, que podem repassar os preços aos consumidores, mesmo que parcialmente, toda a vez que há aumento dos custos, as viações trabalham com tarifas reguladas que só podem ser reajustadas uma vez por ano, na maior parte dos sistemas brasileiros.

    “Somos um setor regulado, com reajustes anuais nos contratos, e agora, temos que arcar com os custos desses aumentos, que têm sido diários” – disse Octávio Cunha.

    Ainda com base nos dados da Petrobrás, a NTU argumenta que nos últimos 45 dias, de 4 de abril a 18 de maio, houve reajuste de 25,42% do diesel nas refinarias, o que ainda deve ser sentido pelas viações e não está contabilizado neste aumento acumulado de 11% desde janeiro.

    Octávio Cunha ainda disse que um terço das empresas de ônibus do País está endividado e que a política de preços atual do diesel pode agravar a situação.

    “As empresas não têm como arcar com esses custos, diante do cenário de crise que país enfrenta e do alto índice de endividamento do setor de ônibus urbano. Pesquisa realizada com as empresas de ônibus urbano, revela que 33% das 1.800 empresas do setor estão endividadas.”

    O dirigente disse também que, além dos aumentos do diesel, o setor enfrenta outros problemas mais antigos que se agravaram nos últimos anos, como falta de prioridade ao transporte coletivo nos investimentos e no espaço urbano, perda de eficiência e diminuição no número de passageiros pagantes.

    “A tragédia anunciada não poupou as empresas, muito menos os passageiros. Ao contrário, o cidadão que depende do transporte coletivo para os deslocamentos diários passou a ser duplamente penalizado pela política equivocada do governo federal, que incentiva a propriedade e o uso de automóveis, provocando o crescimento vertiginoso dos congestionamentos urbanos. O resultado dessa perda de produtividade dos ônibus representa acréscimo de até 25% no preço das passagens. Este é o pior dos mundos para o sistema de transporte público do Brasil. É o passageiro tendo que arcar com custos altos e ainda conviver com deslocamentos precários, sem conforto e sem garantias de chegar aos compromissos em tempo hábil.”

    Cuinha ainda disse que a perda de passageiros, semente entre 2014 e 2017, foi de 20% em média no País.

    “O atual retrato do transporte coletivo forjou-se nas últimas décadas. Desde meados dos anos 1990 o setor vem perdendo qualidade e desempenho, resultado do incentivo ao transporte individual. Nos últimos anos a situação se agravou, com sucessivas perdas de demanda – da ordem de 20% no período de 2014 a 2017 – e o endividamento severo de mais de 30% das empresas, sendo que dez por cento delas já fecharam as portas, entre 2014 e 2016.”

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Uso indevido do Transporte Público Coletivo: Um problema de todos

    23/04/2018 Categoria: Tarifa

    O uso indevido do transporte público coletivo é o termo que se usa quando uma pessoa utiliza o serviço sem efetuar o pagamento da tarifa, também pode ser entendido como fraude ou evasão de receita.

    Na Região Metropolitana de Goiânia isto é um problema grave e gera um prejuízo para as pessoas que usam o transporte público coletivo equivalente a menos 75 ônibus na operação, conforme pesquisa realizada em toda Rede Metropolitana de Goiânia, pelo RedeMob Consórcio no primeiro semestre de 2017.

    O uso indevido ou fraude, acontece quando as pessoas pulam ou passam por debaixo da catraca dos ônibus e dos terminais, adentram nos terminais e estações pelos acessos de veículos ou usam indevidamente os passes livres Sitpass: idoso, deficiente, criança, etc.

    Se não existisse o uso indevido, que corresponde cerca de R$ 26 milhões/ano, o serviço poderia ser melhorado cerca de 9% na oferta de viagens e lugares, ou seja, 30 mil viagens a mais e 2.700.000 lugares de incremento ao mês.

    O resultado poderia ser ainda muito pior, já que em 2016, antes da assunção pelo RedeMob Consórcio da gestão dos terminais e estações do Eixo Anhanguera, o uso indevido nestes locais estava próximo a 18%, hoje cerca de 1,4%. Veja índices da evasão no gráfico seguinte:

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