• Impacto na redução do preço do óleo diesel X Tarifa

    08/06/2018 Categoria: Trânsito e Transporte

    Nota à imprensa

    Esta nota tem por objetivo dar transparência e esclarecer sobre os impactos da recente diminuição de R$ 0,46 no preço do óleo diesel na tarifa do transporte público coletivo na Região Metropolitana de Goiânia.

    Esclarecemos que a tarifa vigente (R$ 4,00) foi calculada, conforme estabelecido no contrato de concessão, considerando o preço médio do óleo diesel, em outubro de 2017, no valor de R$ 2,875 (trata-se do preço público do litro do diesel de referência para cálculo da variação dos custos com combustível, fornecido pela Agência Nacional do Petróleo – ANP, disponíveis no site www.anp.gov.br, sem desoneração do ICMS).

    Contudo, de outubro de 2017 a maio de 2018, o valor do óleo diesel aumentou muito, R$ 0,70, alcançando o preço de R$ 3,58 no mês de maio (trata-se do preço público do litro do diesel de referência para cálculo da variação dos custos com combustível, fornecido pela Agência Nacional do Petróleo – ANP, disponíveis no site www.anp.gov.br, sem desoneração do ICMS).

    Com a recente redução de R$ 0,46, o preço público do litro do diesel de referência para cálculo da variação dos custos com combustível passa a ser de R$ 3,12, portanto R$ 0,24 maior do que o preço do diesel de referência para cálculo da variação dos custos com combustível da tarifa atual (demonstração no gráfico seguinte):

    Portanto, a recente redução do preço do diesel não pode contribuir para diminuição do valor da atual tarifa do transporte público coletivo na Região Metropolitana de Goiânia.

  • Empresas de ônibus dizem que acumularam prejuízos de R$ 1 bilhão neste ano por causa do aumento de 11% no diesel entre janeiro e maio

    21/05/2018 Categoria: Trânsito e Transporte

    Viações querem tratamento diferenciado para o peço do combustível usado para o transporte público e falam em colapso

    ADAMO BAZANI

    A NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne em torno de 500 empresas de ônibus em todo o País, divulgou nesta sexta-feira, 18 de maio de 2018, nota dizendo que entre janeiro e meados de maio deste ano já acumula perdas de em torno de R$ 1 bilhão por causa dos aumentos consecutivos do preço do óleo diesel.

    Segundo a entidade, com base em dados da própria Petrobrás, o combustível teve aumento médio de 11% de janeiro a maio deste ano, onze vezes acima da inflação do período.

    A representação dos empresários já pediu um encontro com membros da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para sugerir um regime de preços diferenciado para o diesel dos ônibus, já que o transporte coletivo é um direito social e aumentos emergenciais de tarifas ou redução dos serviços por causa dos custos maiores de operação podem interferir diretamente na população em geral, especialmente entre as pessoas de menor renda.

    O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, disse na nota que as empresas de ônibus já estão com dificuldades para comprar óleo diesel, cujo impacto, em média no País, é de 23% dos custos do setor, ficando atrás apenas de mão-de-obra, que representa em torno de 40% dos gastos das viações.

    O dirigente disse ainda que uma das grandes dificuldades é que, diferentemente de outros setores, que podem repassar os preços aos consumidores, mesmo que parcialmente, toda a vez que há aumento dos custos, as viações trabalham com tarifas reguladas que só podem ser reajustadas uma vez por ano, na maior parte dos sistemas brasileiros.

    “Somos um setor regulado, com reajustes anuais nos contratos, e agora, temos que arcar com os custos desses aumentos, que têm sido diários” – disse Octávio Cunha.

    Ainda com base nos dados da Petrobrás, a NTU argumenta que nos últimos 45 dias, de 4 de abril a 18 de maio, houve reajuste de 25,42% do diesel nas refinarias, o que ainda deve ser sentido pelas viações e não está contabilizado neste aumento acumulado de 11% desde janeiro.

    Octávio Cunha ainda disse que um terço das empresas de ônibus do País está endividado e que a política de preços atual do diesel pode agravar a situação.

    “As empresas não têm como arcar com esses custos, diante do cenário de crise que país enfrenta e do alto índice de endividamento do setor de ônibus urbano. Pesquisa realizada com as empresas de ônibus urbano, revela que 33% das 1.800 empresas do setor estão endividadas.”

    O dirigente disse também que, além dos aumentos do diesel, o setor enfrenta outros problemas mais antigos que se agravaram nos últimos anos, como falta de prioridade ao transporte coletivo nos investimentos e no espaço urbano, perda de eficiência e diminuição no número de passageiros pagantes.

    “A tragédia anunciada não poupou as empresas, muito menos os passageiros. Ao contrário, o cidadão que depende do transporte coletivo para os deslocamentos diários passou a ser duplamente penalizado pela política equivocada do governo federal, que incentiva a propriedade e o uso de automóveis, provocando o crescimento vertiginoso dos congestionamentos urbanos. O resultado dessa perda de produtividade dos ônibus representa acréscimo de até 25% no preço das passagens. Este é o pior dos mundos para o sistema de transporte público do Brasil. É o passageiro tendo que arcar com custos altos e ainda conviver com deslocamentos precários, sem conforto e sem garantias de chegar aos compromissos em tempo hábil.”

    Cuinha ainda disse que a perda de passageiros, semente entre 2014 e 2017, foi de 20% em média no País.

    “O atual retrato do transporte coletivo forjou-se nas últimas décadas. Desde meados dos anos 1990 o setor vem perdendo qualidade e desempenho, resultado do incentivo ao transporte individual. Nos últimos anos a situação se agravou, com sucessivas perdas de demanda – da ordem de 20% no período de 2014 a 2017 – e o endividamento severo de mais de 30% das empresas, sendo que dez por cento delas já fecharam as portas, entre 2014 e 2016.”

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • Lançamento Rmtc Aparecida

    15/05/2018 Categoria: Trânsito e Transporte

    O lançamento da Rmtc Aparecida foi um sucesso. A primeira linha implantada foi a 970 ( T. Araguaia – Vila Santa Luzia via Pq. Industrial), seu percurso tem início no Terminal Araguaia, e vai até a Vila Santa Luzia passando pelo Parque Industrial.

    A Rmtc Aparecida é uma sub-rede da Rmtc e surgiu a partir da nova demanda da cidade que deixou de ser dormitório para se tornar uma das mais desenvolvidas do estado. Com essa movimentação de pessoas e serviços internos, Aparecida apresenta a segunda maior demanda de viagens do transporte público coletivo da Região Metropolitana, representando 17% das viagens realizadas.

    Para o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, o lançamento foi um dia histórico. “Aparecida é a cidade que mais cresce no estado e com certeza as novas linhas irão ajudar a população. Darão mais conforto, mais agilidade no deslocamento, irá melhorar a qualidade de vida e desenvolver ainda mais nossa cidade” conta.

  • Aparecida recebe relevantes melhorias no serviço de transporte público coletivo, será implantada a RMTC Aparecida

    15/05/2018 Categoria: Trânsito e Transporte

    A pauta da mobilidade está presente no dia a dia dos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo. Cidades como Paris, Londres, Nova Iorque e Bogotá, que têm, reconhecidamente, sistemas eficientes de transporte público, buscam a todo instante melhorias afim de conseguir otimizar e dar mais qualidade aos deslocamentos de seus habitantes.

    No Brasil, Curitiba experimentou nos anos 90 uma revolução urbana a partir de investimentos na rede de transporte público, impulsionando outras cidades como São Paulo, Porto Alegre e Goiânia a buscarem equacionar melhor esse atributo fundamental para o planejamento urbano.

    Aparecida de Goiânia, que completa dia 11 de maio 96 anos, é muito jovem se comparada a algumas cidades multicentenárias acima citadas, entretanto, caminha a passos largos para ser motivo de orgulho de seus moradores também no quesito da mobilidade.

    Aparecida em transformação

    É importante ressaltar a metamorfose econômico social que está em curso em Aparecida de Goiânia. O fato de ainda estar acontecendo, exige de todos um exercício para enxergar essa transformação sem o contágio natural da empolgação, contudo, sem negar a importância desses dados na régua da história.

    Entre 2009 e 2015 a Prefeitura investiu um montante de 717,8 milhões de reais em infraestrutura, saúde e educação. Para se ter um parâmetro comparativo, segundo o “Anuário Multi Cidades” da Frente Nacional dos Prefeitos, alguns anos nesse período o investimento em Aparecida foi maior que o realizado nas cidades de Anápolis e Goiânia juntas, sendo essas detentoras dos maiores PIB´s do estado de Goiás.

    A disposição de espaço, o potencial para atrair investimentos em infraestrutura e a logística de transporte propiciou o desenvolvimento de uma vocação industrial na cidade. Nos últimos 10 anos, ampliou-se em quase 7 vezes o número de empresas ativas registradas no município e 6 vezes a quantidade de indústrias. O Ministério do Trabalho registra por volta de 100 mil homens e mulheres que hoje trabalham com carteira assinada em Aparecida de Goiânia.

    Universidades, shoppings e complexos de saúde, como o Hospital de Urgências – HUAPA, foram inaugurados para responder a expectativa da população que, naturalmente, quer e exige os benefícios oriundos desse processo de mudança de status da cidade.

    O transporte público tem que acompanhar o bonde da história e se ajustar para atender os novos desejos e necessidades da população de ir e vir. Hoje, 17% de todas as viagens realizadas na Região Metropolitana correspondem a Aparecida de Goiânia. São 101 mil viagens diárias, das quais 60% tem origem e destino para os 17 municípios na Região Metropolitana de Goiânia. Contudo, 40% das viagens são realizadas dentro da própria cidade, o que mostra uma redução significativa de dependência da Capital, comum às outras cidades que compõe a RMTC. Isto evidencia a necessidade de mudanças no serviço de transporte público coletivo, de modo que os aparecidenses possam ser beneficiados com um atendimento local.  A RMTC Aparecida, sub-rede da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), surge com este propósito.

    RMTC Aparecida

    O planejamento operacional da RMTC Aparecida fora desenvolvido para valorização da cidade, com foco no atendimento local e é formada por um conjunto de linhas alimentadoras e estruturantes do transporte público coletivo, integradas à rede metropolitana. A proposta é interligar as diversas regiões ao centro da cidade, proporcionando mais opções de viagens aos cidadãos.

    É de suma importância que os Aparecidenses continuem atendidos por uma rede única e integrada. As linhas estruturantes que ligam Aparecida à Goiânia e outros 16 municípios da Região Metropolitana permanecem inalteradas. Portanto, o nome RMTC Aparecida não concorre e sim integra a RMTC – Rede Metropolitana de Transportes Coletivos.

    Serão implantadas 6 novas linhas estruturantes locais de forma gradual para que se possa avaliar e, se necessário, promover pequenas correções no que tange a operação. A RMTC Aparecida contará com 56 linhas. Destas, 46 linhas são alimentadoras e 10 estruturantes. Ao todo, serão 1.105 quilômetros lineares cobertos por atendimento de transporte coletivo, com 1.285 pontos de embarque e desembarque, tudo isso conectado em 6 terminais de integração. Somadas outras 22 linhas que fazem a ligação entre Aparecida e Goiânia, a cidade passa a ser atendida por 78 linhas de ônibus.

    A definição das rotas foi realizada a partir da análise dos dados da matriz de origem e destino do transporte coletivo. Os novos traçados privilegiaram o sistema viário arterial, em especial das novas vias implantadas pelo município, e em completa sintonia com as áreas de desenvolvimento urbano previstas na revisão do Plano Diretor.

    A prefeitura trabalha todos os dias para que Aparecida continue em destaque no cenário nacional no que tange a excelência na gestão pública. O Índice de Desenvolvimento Humano – IDH do município aumentou de 0.582 (baixo) para 0,718 (alto) em apenas 10 anos (2000 – 2010), propiciando uma escalada de quase 600 posições no ranking brasileiro. A implantação da RMTC Aparecida reforça a sintonia do serviço de transporte público coletivo com o progresso da cidade.

  • Interdição na Marginal Botafogo causa grande impacto no Transporte Público Coletivo

    17/04/2018 Categoria: Trânsito e Transporte

    A interdição na Marginal Botafogo tem causado grandes congestionamentos em diversas vias de Goiânia, interferindo diretamente na operação dos ônibus do Transporte Público Coletivo de Goiânia.

    Várias linhas de ônibus que trafegam nas imediações da Marginal Botafogo estão registrando atrasos consideráveis e impactando na rotina dos usuários do Transporte Público: 018, 020, 021, 023, 024, 026, 028, 170, 193, 253, 261, 283, 302, 400, 406 e 905, linhas estas que juntas transportam mais de 75 mil pessoas em média por dia útil.

    A velocidade operacional dos ônibus, medida diariamente pelo Consórcio, constatou que nos horários de pico, a velocidade da Rua 115, uma das mais impactadas pela interdição da Marginal Botafogo, saiu de 18,3 km/h para 6,4 km/h, uma queda de 65%. Outra via que também está tendo impacto é a Rua 243, onde a velocidade passou de 13,4km/h para 6,5 km/h, uma queda de 51%. Na Avenida E, outra via que se tornou crítica, a velocidade operacional saiu de 15,9km/h para 8,7km/h, uma redução de 45%. Já na Avenida Leopoldo de Bulhões, a velocidade média dos ônibus saiu de 16,9km/h para 12,3km/h, uma queda de 37%.

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