• Prefeitura de São Paulo busca R$ 450 milhões para corredores de ônibus e anuncia verbas para asfaltamento

    08/02/2018 Categoria: Mobilidade Urbana

    Serão R$ 200 milhões para o programa Asfalto Novo. Prefeitura negocia financiamento junto ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

    ADAMO BAZANI

    O prefeito de São Paulo confirmou nesta quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018, que negocia junto ao BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, um financiamento de R$ 450 milhões para revitalizar sete eixos de corredores de ônibus, faixas e áreas para pedestres.

    Entre as sete intervenções estão uma das mais antigas promessas de João Doria, logo no início de mandato: o Rapidão, um projeto piloto de modelo de corredor BRT (Bus Rapid Transit), de 3,4 km entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona Sul da cidade, aproveitando atual estrutura, mas futuramente, havendo as adequações.

    Entre as características de BRT que a ligação terá, estão estações em vez de paradas, cobrança desembarcada e informações eletrônicas nestes ambientes.

    Em janeiro do ano passado, Doria chegou a anunciar quem em três meses, ou seja, abril de 2017, os ônibus já estariam circulando, o que não ocorreu.

    Entre os terminais Capelinha e João Dias atualmente, no horário de pico da tarde, a velocidade média é de 19 km/h, abaixo, portanto, da meta de 25 Km /h proposta ainda na gestão do ex-prefeito Fernando Fernando Haddad.

    Doria também promete um aplicativo para o sistema BRT Rapidão, que seria concedido à iniciativa privada. Este aplicativo de celular informaria aos passageiros as linhas, horários e previsão de quando os veículos passariam nos pontos.

    Doria diz que pretende reduzir em até 20 minutos o tempo de deslocamento para este sistema no trecho.

    Os outros seis eixos que estão contemplados na negociação são: Radial Leste (do Centro até a Avenida Aricanduva – 7,9 km); Avenida Imirim (da Avenida Deputado Emídio Carlos até a Alameda Afonso Schmidt – 4,6 km); Av. Interlagos (da Ave Washington Luiz até a Avenida Atlântica – 9 km); Corredor João Dias (novo piso rígido desde o Terminal João Dias até a Avenida Santo Amaro; e desde a Avenida Santo Amaro até o cruzamento com a Ave dos Bandeirantes – 7 km); Estrada do M’Boi Mirim (entre Rua Ribeiralta e Rua Humberto Marçal, no Jardim. Ângela – 5 km) e Avenida Amador Bueno da Veiga (5 km).

    ASFALTO NOVO

    O prefeito João Doria também anunciou que investimentos de R$ 200 milhões para recapear 147 quilômetros de vias, no Programa Asfalto Novo.

    A primeira etapa das obras vai de 1º de março a 30 de junho.

    A Marginal Tietê contará com recapeamento nos 23 quilômetros. A avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello é outra via de grande movimento que será recapeada.

    A Avenida do Estado receberá no trecho da Capital 12,7 quilômetros. A primeira etapa contempla 9,7 quilômetros entre a Marginal do Tietê e o viaduto Grande São Paulo.

    Os recursos desta fase do programa terão as seguintes fontes: R$ 45 milhões do Tesouro Municipal, R$ 100 milhões do fundo de multas, R$ 25 milhões da SPTrans (São Paulo Transporte) e R$ 30 milhões financiados pelo banco Santander.

    Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

  • NTU dá números à crise do setor de transporte coletivo e afirma: “correção no valor das passagens é imprescindível”

    05/02/2018 Categoria: Tarifa

    “Empresas de ônibus precisam cobrir seus custos para seguir operando”, defende Associação 

    ALEXANDRE PELEGI

    Em nota encaminhada ao Diário do Transporte, a NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que representa as operadoras de ônibus urbanos e metropolitanos no país, afirma que, de acordo com o modelo atual, “a correção no valor das passagens é imprescindível para assegurar o equilíbrio financeiro dos contratos e para manter a prestação do serviço”.

    O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, dá números à crise do setor, acrescentando ainda que as empresas estão operando no limite da capacidade financeira.

    Cunha afirma que o endividamento médio do setor hoje corresponde a 33% do faturamento anual, segundo pesquisa realizada com 225 empresas em maio do ano passado. Outra consulta às entidades do setor revelou que 16 empresas entraram em falência e 40 fecharam as portas num período de três anos (2014/2016). No total, 56 deixaram de operar, o que representa cerca de 10% do universo de empresas associadas à NTU.

    “Hoje, esses números são bem mais elevados”, afirma o presidente da NTU.

    Mas além do impacto da crise econômica, que reduziu o número de passageiros, a NTU ressalta os elevados custos de mão de obra e de combustível. A queda de receita, portanto, foi agravada por dois fatores que se somaram: menos passageiros (com menos receita) e custos crescentes (mais despesas).

    No item despesas, os custos de mão de obra e de combustível representam 72% das despesas das empresas.

    DIESEL + MÃO DE OBRA: IMPACTO EXPLOSIVO

    MÃO DE OBRA: A NTU aporta dados que demonstram o custo crescente. No item ‘mão de obra’, a variação acumulada dos salários de motoristas e cobradores no período de janeiro a dezembro de 2017 foi de 5,2%, – ou 2,26% acima da inflação. Isso representa um impacto na tarifa de nove centavos, considerando a tarifa média das capitais de R$ 3,55. O gasto com os salários do setor responde por cerca de 50% do custo da operação, calcula a Associação.

    COMBUSTÍVEL: A NTU chama atenção para os recentes aumentos no preço do diesel em especial, insumo que tem impacto de 22% na composição dos custos da tarifa de ônibus. Citando dados do Instituto Brasileiros de Estatística e Geografia (IBGE), a Associação relata a variação acumulada do preço do óleo diesel de 8,35%, no período de janeiro a dezembro de 2017. Comparando com a tarifa média das capitais, o impacto tarifário do diesel seria de sete centavos.  Num horizonte mais largo de tempo, de 19 anos, a NTU aponta que o preço do diesel aumentou 239% a mais que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação, e 192,5% acima do preço da gasolina. Para agravar ainda mais esse quadro de desequilíbrio, 2017 ficou marcado por duas medidas governamentais: aumento do PIS/COFINS sobre o diesel e a nova política flutuante de preços adotada no ano passado pela Petrobras. São atitudes que só farão agravar a disparidade.

    Combinando o aumento do diesel e da mão de obra, a NTU calcula um impacto médio de 4,5% ou 16 centavos no preço da tarifa média das capitais.

    Mas há outros custos que incidem na operação do sistema de transporte coletivo, e por conseguinte impactam diretamente no cálculo dos reajustes. São custos que variam muito de cidade a cidade, e que têm a ver com a defasagem tarifária acumulada em cada caso (reajustes previstos que não foram concedidos em anos anteriores) e, principalmente, a queda do número de passageiros do transporte público, que foi da ordem de 11,4% em termos nacionais, na comparação do primeiro semestre de 2016 com igual período de 2017.

    Otávio Cunha afirma que o cálculo de atualização do custo “leva em conta o número de passageiros transportados, esse é um dos critérios previstos nos contratos. Nosso Anuário, que há mais de 20 anos registra o desempenho do setor, vem mostrando a brutal queda de passageiros nos ônibus, o que só agrava esse quadro de crise no setor”.

    Na nota, a NTU esclarece que a definição do valor da passagem é uma decisão da administração municipal (ou estadual, no caso das linhas metropolitanas), uma prerrogativa do poder concedente e que as tarifas e critérios de correção, necessários em função do aumento dos custos de operação do serviço, estão definidos nos contratos de concessão do serviço.

    A NTU lembra que, como cabe às operadoras arcarem praticamente sozinhas com os custos, há riscos para o sistema diante da pressão dos usuários para que não haja reajuste de tarifa. E alerta que situações assim podem levar ao rompimento dos contratos e ao comprometimento da continuidade da prestação do serviço, dada a incapacidade das empresas de enfrentar os custos crescentes da operação.

    A Associação, no entanto, defende o cumprimento dos contratos para que os custos da prestação dos serviços possam ser corrigidos na mesma proporção dos aumentos de insumos e de outros itens que impactam na composição da tarifa, mas entende que o passageiro não deve ser o único a arcar com esse ônus, por meio da tarifa.

    Como retomar o equilíbrio econômico-financeiro e ao mesmo tempo não prejudicar o usuário do sistema penalizando-o com uma tarifa alta?

    O setor afirma que o equilíbrio pode ser alcançado por outros meios, como desonerações e fontes não tarifárias, inclusive para cobrir o custo das gratuidades para estudantes, idosos e outros grupos, atualmente cobertas pelos usuários pagantes.

    “Precisamos mudar a lógica atual e adotar políticas públicas que efetivamente priorizem o transporte público. Enquanto não existir essa priorização, o passageiro continuará sendo o maior prejudicado”, alerta o presidente da NTU, Otávio Cunha.

    Números do setor de transporte público por ônibus

    Impacto da crise econômica no setor

    33% – endividamento médio do setor

    40 empresas fecharam nos últimos três anos

    56 empresas deixaram de operar

    Indicadores que impactam os reajustes tarifários

    50% das despesas das empresas equivalem à gastos com mão de obra (salários)

    22% das despesas das empresas equivalem à gastos com combustível (diesel)

    5,2% – variação acumulada dos salários de motoristas e cobradores no período de janeiro a dezembro de 2017

    R$ 3,55  tarifa média das capitais

    R$ 0,09 centavos – impacto na tarifa média decorrente do aumento dos salários dos motoristas

    8,35% – variação acumulada do preço do óleo diesel, no período de janeiro a dezembro de 2017

    R$ 0,07 centavos – impacto na tarifa média decorrente do aumento do diesel

    R$ 0,16 centavos – impacto do diesel e da mão de obra no preço da tarifa média das capitais

    Impacto da queda de passageiros no custo das tarifas

    11,4% – queda do número de passageiros no transporte público na comparação janeiro a junho 2016 com igual período de 2017

  • Linha 206 retoma antigo trajeto na Chácara São Pedro

    02/02/2018 Categoria: Mudanças nas linhas

    A partir de segunda-feira, 05 de fevereiro, o trajeto da linha 206 (PC Mabel / Chácara São Pedro), na Chácara São Pedro, em Aparecida de Goiânia, volta ao seu percurso regular.

    A linha que havia mudado sua rota enquanto parte da Rua 2 estava em obras, volta a passar pela Rua 1 e 2, reativando assim os pontos 2176, da Rua 1, e 2551, da Rua 2.

    Agora o ônibus que sai da BR-153 segue pela Rua Walter Cristino Carrijo e  segue pela Rua 1 e 2 até a Rua 5, na Chácara São Pedro.

    Confira as mudanças no mapa:

     

  • Ônibus mais caro em Atibaia a partir de hoje: tarifa sobe de R$ 3,70 para R$ 4

    01/02/2018 Categoria: Tarifa

    Desde esta quinta-feira, 1º de fevereiro, novo valor já está valendo nos ônibus municipais; é o segundo reajuste em 3 meses

    ALEXANDRE PELEGI

    A tarifa de ônibus em Atibaia está mais cara a partir desta quinta-feira, dia 1º de fevereiro de 2018. Conforme publicado em decreto da Prefeitura no Diário Oficial do último dia 24 de janeiro, a tarifa passou de R$ 3,70 para R$ 4,00, reajuste de 8,1%.

    O último aumento havia sido autorizado em outubro de 2017, e elevou o valor de R$ 3,60 para R$ 3,70.

    Desde 1º de abril de 2017, o serviço de transporte na cidade vem sendo oferecido pala Sancetur – Santa Cecília Turismo, que substituiu a Viação Atibaia – São Paulo. Os novos ônibus passaram a circular com a logomarca “SOU ATIBAIA” – referência ao nome do novo sistema de transporte urbano, “Sistema de Ônibus Urbano de Atibaia”.

    Segundo a prefeitura, desde essa data o serviço passou a ser prestado por meio de um contrato emergencial, válido por 180 dias (até setembro de 2017).

    Foto: Bruno Aparecido Machado (Ônibus Brasil)

    A empresa (com o nome SOU Atibaia) venceu a licitação realizada em 2017, e assumiu formalmente a concessão pelo prazo de dez anos, que podem ser prorrogados.

    A prefeitura justificou o aumento no texto do decreto, segundo ela para “zelar pela continuidade da prestação de serviços de transporte coletivo na cidade, para garantir ao usuário o serviço adequado”.

    Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

  • Guarulhos aumenta passagem de ônibus para até R$ 4,70

    01/02/2018 Categoria: Tarifa

    Usuário do Bilhete único pagará R$ 4,30. Novas tarifas valem a partir desta quinta-feira (1º)

    ALEXANDRE PELEGI

    A cidade de Guarulhos, na Região metropolitana de SP, anunciou nesta quarta-feira (31) o novo valor da tarifa do transporte público municipal.

    A partir de amanhã, quinta-feira (1 de fevereiro), os usuários do sistema municipal de transporte coletivo pagarão mais caro, mas em duas versões: para quem usa o sistema de bilhetagem eletrônica, a tarifa passa para R$ 4,30; já quem paga a passagem em dinheiro ou vale-transporte, o novo valor será de R$ 4,70.

    A diferença nos valores da nova tarifa, segundo a prefeitura de Guarulhos, objetiva reduzir a circulação de dinheiro dentro dos ônibus. A prefeitura informa ainda que apenas 13% dos passageiros não utilizam o Bilhete Único.

    Foto: Elias Roberto Alves

    Atualmente a tarifa custa R$ 4,15, desde janeiro de 2017. À época o ex-prefeito Sebastião Almeida, que deixou a administração em dezembro de 2016, reajustara a tarifa para R$ 4,50, reajuste de 18% diante dos R$ 3,80 cobrados desde 2016. O novo prefeito Guti (PSB) revogou a decisão de seu antecessor, reduzindo o valor para R$ 4,15, que passou a vigorar em 20 de janeiro de 2017.

    Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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