• HP Transportes recebe o maior Prêmio do Setor de Transportes

    04/09/2015 Categoria: mobilidade urbana

    A HP Transportes recebeu, em 01/09/2015, o Troféu Ouro do Prêmio ANTP de Qualidade, tendo alcançado a pontuação máxima, na categoria: Operadoras Urbanas  Metropolitanas.

    11995737_1712055792357469_5035826556460221475_nEm cerimônia de premiação foi realizada na noite 01/09/2015 a HP Transportes (HP) consagrou-se como a grande vencedora. O evento foi realizado em São Paulo  durante o Seminário Nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) sendo concedido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

    A HP Transportes tem sonhado com esse prêmio há bastante tempo. Na edição passada, a empresa ficou com o Trofeu Prata. Naquele momento dois pensamentos pairaram na cabeça dos dirigentes e profissionais da HP, um orgulho de ser reconhecido e o enorme desejo se chegar mais longe. Para isso, um grande esforço foi empreendido a fim de reforçar as boas práticas e o chamado “Amor por Servir”. A gestão da empresa se preocupou em alinhar todos os seus profissionais na busca da excelência de prestação de serviços para o cliente. A Sra. Indiara Ferreira, Diretora Executiva da HP Transportes destaca que o ” Amor por servir e a melhoria contínua são princípios que motivam nossos os colaboradores no dia-a-dia, melhorar continuamente o serviço prestado é o nosso grande desafio, enfatiza”.

    Para alcançar esse respeitado prêmio nacional, a HP Transportes foi analisada por uma comissão independente. Dentre os itens analisados estão: situação dos processos operacionais e de comunicação com a sociedade, relacionamento, comunicação e ambiente de trabalho dos profissionais, além da satisfação dos clientes. Esse prêmio incentiva as empresas o compartilhamento das melhores práticas, melhorando a prestação de serviços à sociedade

    Embora esse prêmio seja fornecido para as empresas de transporte, os grandes beneficiados são os clientes, pois o objetivo das empresas que concorrem é melhorar seus processos.

    Conheça os outros ganhadores

    TROFÉU OURO:

    • HP Transportes Coletivos (Goiânia/GO) – categoria Operadora Rodoviária Urbana e/ou Metropolitana
    • BHTrans – Empresa de Transportes e Trânsito e Belo Horizonte (Belo Horizonte/MG)– categoria órgão Gestor de Transportes Públicos

    TROFÉU PRATA:

    • Leblon Transporte de Passageiros (Fazenda Rio Grande/PR) – categoria Operadora Rodoviária Urbana e/ou Metropolitana.
    • Trensurb – Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Porto Alegre/RS)– categoria Operadora Metroferroviária.

    TROFÉU BRONZE:

    • Medianeira Dourados Transportes Ltda (Dourados/MS) – categoria Operadora Rodoviária Urbana e/ou Metropolitana.
    • Rouxinol Viagens e Turismo Ltda (Contagem/MG) – categoria Operadora de Serviços de Fretamento.

    Sobre o prêmio

    De acordo com a ANTP, esse prêmio de Qualidade é um Programa de Incentivo, Treinamento e Educação para a Melhoria da Eficiência da Gestão do Transporte e Trânsito Urbanos. Ele é concedido e  mantido pela ANTP desde 1995 a cada dois anos, tendo caráter institucional e de reconhecimento público.

    A ANTP destaca que os critérios escolhidos para o Prêmio ANTP de Qualidade são fundamentados em nas melhores práticas e conceitos gerenciais de organizações de elevado desempenho. Eles são agrupados em um modelo de gestão orientado para a obtenção de resultados cada vez melhores. Esses critérios foram desenvolvidos com o objetivo de fornecer aos participantes uma referência de práticas de operação e gestão mundialmente reconhecidas.

  • Diminui o número de pessoas que usam o ônibus como principal meio de transporte

    24/08/2015 Categoria: mobilidade urbana

    Balanço da NTU indica queda de 2%, em um ano, no número de usuários em Goiânia e outras oito capitais

     

    O número de passageiros que usam o ônibus como o principal meio de transporte diminui a cada ano e tem preocupado os transportadores. Dados da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) revelam que, entre 2013 e 2014, a movimentação mensal de pessoas caiu 2%.

    O estudo foi baseado em nove capitais: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Segundo a associação, o número de passageiros passou de 389 milhões, em 2013, para 382 milhões, no ano passado, o que representa 300 mil pessoas a menos transportadas por dia.

    De acordo com o presidente da NTU, Otávio Cunha, a queda na preferência pelo transporte público se deve, entre outros motivos, aos longos congestionamentos nas cidades. “As pessoas têm buscado velocidade nos deslocamentos. Como os ônibus ficam cada vez mais parados no trânsito, os passageiros acabam optando por migrar para outros meios que colaborem para a redução no tempo de viagem”, alerta o presidente, ao citar motocicletas e bicicletas como alternativas escolhidas.

    A solução, segundo Cunha, é a priorização da infraestrutura de transporte público para que os ônibus deixem de disputar espaços com os automóveis, como a implantação de mais BRTs (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês), além de corredores e faixas exclusivas. No total, apenas 79 cidades brasileiras possuem algum desses sistemas, enquanto existem 419 projetos – em obras ou em operação – que totalizam mais de 3,2 milhões de quilômetros de extensão.

    As faixas exclusivas de São Paulo, por onde só trafegam ônibus, são uma prova de como o investimento em transporte público pode melhorar a velocidade nas cidades, na avaliação da NTU. No corredor “23 de Maio” houve aumento de 21,7% na velocidade média, entre 2012 e 2013. Os veículos que circulavam a 13,8 km/h passaram a trafegar a 16,8 km/h.

    Já uma pesquisa realizada no BRT do Rio de Janeiro revelou que o tempo de viagem é a principal vantagem apontada por 86% dos usuários. O índice de satisfação dos passageiros que utilizam o sistema ficou em primeiro lugar, ultrapassando, inclusive, metrôs e trens.

    Além da redução no número de passageiros que optaram pelo ônibus, outros indicadores também caíram, segundo o estudo da NTU. Entre eles estão a quilometragem mensal produzida, bem como o índice de passageiros por quilômetro.  A tarifa média das tarifas também teve redução de 2,5%. “Como a arrecadação das empresas diminuiu, o setor perdeu condição de investimento em novos veículos. A idade média da frota aumentou 4,5%, passando de 4,4 anos, em 2013, para 4,6 anos, em 2014”, ressalta Cunha.

    O preço do óleo diesel também aumentou 3%, em média. A alta no valor do insumo, que representa 23% dos custos do setor, tem causado impactos negativos junto aos transportadores. “Historicamente o governo incentiva o uso do transporte individual. O preço da gasolina sobe menos que o do diesel utilizado no transporte público. Além disso, as desonerações dadas à indústria automobilística, com estímulo ao financiamento, geram concorrência desleal com falta de prioridade ao coletivo.”

     

    Planos de Mobilidade

    A falta de prioridade aos sistemas coletivos de transporte é um dado relevante da pesquisa. Apenas nove capitais do país apresentaram Planos de Mobilidade Urbana ao Ministério das Cidades.

    O prazo estipulado pelo órgão venceu em abril e a não apresentação das propostas resulta em dificuldade de obter recursos para o financiamento de novos projetos. E não foram só as capitais que negligenciaram a necessidade de investimento em transporte público: apenas 0,04% dos municípios acima de 20 mil habitantes apresentaram planos.

    Otávio Cunha acredita que o dado é preocupante e reflete a falta de profissionais do setor no Brasil. “Falta pessoal qualificado para isso. Hoje os municípios não têm estrutura. Eles têm que contratar consultorias para fazer os planos, que, via de regra, são muito caros. Não há recursos para pagar por esse serviço”, justifica o presidente da NTU.

     

    Fonte: Agência CNT de Notícias

  • Prefeitura de Goiânia e Consórcio Rmtc inauguram parklet na Rua 137

    09/06/2015 Categoria: mobilidade urbana

    Projeto Parklet 137Às 18h30 desta terça-feira, 09, o prefeito Paulo Garcia, inaugura o Parklet 137, um espaço público de lazer e convivência instalado pelo Consórcio Rmtc em uma área que antes era usada como vaga de estacionamento, no início da Rua 137, Setor Marista. Os pedestres e ciclistas que costumam passar pela Praça Adélia Martins Batista terão a oportunidade de conhecer essa novidade que surgiu nos Estados Unidos e tem sido cada vez mais adotada pela administração pública dos grandes centros urbanos como política de lazer e mobilidade urbana.

    A proposta do parklet – trocadilho com os termos em inglês “parking” (estacionar) e “parks” (parques) – é aumentar a oferta de espaços públicos nas ruas que proporcionem a convivência entre as pessoas e a melhoria da paisagem urbana, estimulando assim a coletividade e o uso de transportes não motorizados.

    Inspirado na dinâmica e movimento do transporte coletivo, o Parklet 137 foi construído com materiais de fácil manutenção e que priorizam o conforto e a interação dos frequentadores. A plataforma de 10 metros de comprimento por 2,2 metros de largura está equipada com floreiras, mesa com estação para recarregar dispositivos eletrônicos, biblioteca, bancos, espreguiçadeira, paraciclos, câmeras de segurança e um display eletrônico. O ambiente é público e pode ser usado gratuitamente por qualquer pessoa.

    Para o diretor geral do Consórcio Rmtc, Leomar Avelino, a criação de espaços públicos que priorizem a mobilidade e a convivência coletiva representa um ganho para os clientes do transporte público e para toda a sociedade. “Nós nos propusemos a apoiar esta iniciativa porque acreditamos que o estímulo à coletividade e ao uso democrático das vias públicas também contribui para um transporte coletivo melhor. A experiência de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo tem mostrado que os parklets proporcionam mais interação social e segurança, humanizam a cidade e incentivam o comércio e a economia local. Todos estes fatores têm influência direta sobre a qualidade do serviço que prestamos”, afirma.

    O projeto obedeceu às regras estabelecidas pela Prefeitura de Goiânia no Decreto Nº 791, de 30 de março de 2015, que regulamenta a instalação dos parklets na capital por pessoas ou empresas que tenham interesse em apoiar a iniciativa. De acordo com o decreto, o espaço é temporário e poderá permanecer no local pelo período máximo de três anos.

  • Avenida 85 vai ganhar corredor preferencial para o transporte coletivo

    25/11/2014 Categoria: mobilidade urbana

    Prefeitura de Goiânia já iniciou as obras para implantação da faixa preferencial para as linhas de ônibus que passam pelo local. A expectativa é beneficiar mais de 170 mil usuários do transporte público, além de melhorar o trânsito para pedestres e motoristas na região

    Avenida 85

    A Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade de Goiânia (SMT) iniciou na última quinta-feira, 20, as obras do corredor preferencial de ônibus na Avenida 85. As intervenções estão sendo feitas de forma gradativa, começando pela restrição de estacionamentos na Avenida S-1, implantação de novas sinalizações horizontais, verticais e semafóricas, dentre outras intervenções a serem realizadas para atender ao projeto da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC).

    O corredor preferencial da Avenida 85 integra um conjunto de obras de mobilidade que a Prefeitura da capital anunciou no início do ano para dar mais fluidez e agilidade ao transporte coletivo e aumentar a segurança no trânsito. A Avenida 85 será a terceira via da Região Metropolitana a receber faixa preferencial para ônibus. Os corredores das avenidas Universitária e T-63 foram os primeiros, implantados em 2012 e 2013, respectivamente, e somam aproximadamente 8 Km.

    De acordo com a CMTC, as obras dos corredores das avenidas T-7, T-9, Independência e 24 de Outubro também devem ser iniciadas em breve, somando 46,5 quilômetros de faixas preferenciais e beneficiando centenas de milhares de usuários de pelo menos 66 linhas do transporte coletivo. Isto deve trazer maior acessibilidade, rapidez e conforto não só para os usuários do serviço, mas também para pedestres, ciclistas, moradores e comerciantes das regiões impactadas.

    Nos últimos dois anos, desde a criação da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Nº 12.587/2012), várias capitais brasileiras têm investido efetivamente e alcançado bons resultados na criação de faixas exclusivas e preferenciais para ônibus. São Paulo, por exemplo, recebeu mais de 350 quilômetros deste tipo de espaço para o transporte público desde janeiro de 2013 e agora já conta com quase 500 quilômetros de corredores. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade (CET), houve um ganho médio de 60% na velocidade e tempo de viagem dos ônibus.

    Para o diretor geral do Consórcio Rmtc, Leomar Avelino, não há como falar em aumento de qualidade do transporte público se não houver investimentos efetivos em infraestrutura pública para os ônibus circularem com mais fluidez. “Especialistas do mundo inteiro são unanimemente favoráveis quando o assunto é priorizar o transporte público. Com os incentivos ao transporte individual e o aumento da quantidade de carros nas ruas, a velocidade dos ônibus caiu consideravelmente nos últimos anos, trazendo diversos impactos negativos para o custo operacional e a qualidade do serviço. Para revertermos este quadro é essencial que o poder público invista efetivamente na democratização e melhoria dos espaços viários, de modo que as viagens de ônibus se tornem mais ágeis e competitivas que os veículos individuais”, destacou.

    Quer saber mais sobre faixas preferenciais e exclusivas para ônibus? Então clique aqui.

    (Com informações da Secom/Prefeitura de Goiânia)

  • Solução pública: governos precisam investir mais em transportes coletivos

    21/11/2014 Categoria: mobilidade urbana

    Ônibus em movimento na T-9Em 2013 a redução do IPI e o preço subsidiado da gasolina custaram aos cofres públicos R$ 19,38 bilhões, quase o dobro dos R$ 10,2 bilhões investidos por governo federal, estados e municípios em melhorias da mobilidade urbana, segundo publicação do O Globo no início deste mês. Reportagem do jornal Valor Econômico traz comentários de diversos especialistas sobre os efeitos negativos do excesso de carros nas ruas dos grandes centros urbanos e a necessidade de se investir mais em transportes públicos:

    O futuro das cidades com garantia de mobilidade passa por uma mudança de filosofia urbana e pesados investimentos. A aposta inevitável dos especialistas é pelo transporte público, com a modernização da infraestrutura e a aplicação intensiva de tecnologia, aliado ao estrangulamento do uso dos veículos particulares. Os diagnósticos dos especialistas apontam para um desafio que todas as metrópoles terão que enfrentar antes de serem paralisadas por um mega problema: a imobilidade.

    “Muitas cidades em desenvolvimento, ao redor do mundo, vêm se tornando dependentes da mobilidade por carro e isso precisa mudar. Não estou demonizando o carro, mas há vários problemas nesse modelo, como a poluição do ar, o aumento das doenças respiratórias, a dependência de combustíveis fósseis, a exclusão social e o aumento dos congestionamentos, que criam uma erosão econômica e afetam a qualidade de vida”, disse Robert Cervero, diretor do Instituto de Desenvolvimento Urbano e Regional da Universidade Berkeley da Califórnia, nos Estados Unidos.

    “A grande pergunta é: que cidade queremos? Uma metrópole ou uma pequena cidade? É preciso que a sociedade defina se quer uma cidade amigável e sustentável ou uma cidade sufocada pelo automóvel”, afirmou Alain Flausch, secretário-geral da União Internacional de Transporte Público (UITP), entidade que reúne 3.400 autoridades públicas, operadores, fabricantes, universidades e centros de pesquisa de 92 países relacionados ao tema da mobilidade urbana.

    Os moradores de São Paulo gastam, em média, duas horas e meia no trânsito todos os dias. No Rio de Janeiro, a média é de uma hora e cinquenta minutos. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que o prejuízo com o nó do trânsito chegará a R$ 34 bilhões em 2016 – quase 25% do PIB da cidade previsto para o ano dos Jogos Olímpicos.

    Por ano, o tempo perdido no transporte custa nas metrópoles brasileiras R$ 62 bilhões, oito vezes o que se investiu anualmente em mobilidade, pelos cálculos dos pesquisadores Armando Castelar e Luísa de Azevedo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e Júlia Fontes, do Tesouro Nacional.

    “Investe-se muito mais no transporte individual do que no transporte público. Enquanto não for resolvida essa contradição, não iremos a lugar algum”, disse Sydnei Menezes, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ). “É preciso focar o investimento no pedestre, no ciclista, na conexão eficiente entre as diferentes áreas, no uso compacto da terra. Precisamos de um novo modelo de cidade”, afirmou Clarisse Linke, diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP) Brasil, uma ONG que promove o transporte sustentável e equitativo. “Pensar no trânsito deveria ser mais do que pensar apenas na mobilidade para aliviar o tráfego para pensar também na modelagem da cidade”, disse Cervero.

    As soluções combinam políticas públicas e tecnologia. Hamburgo, segunda maior cidade da Alemanha, quer construir uma rede de ruas sem carros para interligar os parques e jardins para permitir que moradores e turistas percorram a cidade inteiramente de bicicleta e a pé. Algumas capitais europeias criaram mecanismos de restrição ou desestímulo aos carros nas áreas centrais.

    A Cidade do México teve ganhos significativos de mobilidade e sustentabilidade com a adoção de uma sigla hoje popular: BRT (do inglês Bus Rapid Transit). O sistema tem 427 veículos e 105 km de corredores expressos, que transportam 956 mil passageiros por dia.

    Além da melhora na circulação, reduziu as emissões de gases do efeito-estufa em 100 toneladas por ano. Outros investimentos também vêm sendo feitos, como a instalação de trens de alta velocidade em quatro cidades ao redor da capital mexicana. “O BRT foi um divisor de águas na mobilidade da Cidade do México”, disse Jesús Padilla Zenteno, presidente da Associação Mexicana de Transporte e Mobilidade.

    Em todo o mundo, os ônibus de trânsito rápido já existem em 180 cidades. São 324 corredores com 4.668 km que transportam 31,4 milhões de passageiros por dia. Só na América Latina são 17 milhões de usuários. O Brasil é líder mundial em BRT. Os dois sistemas já inaugurados no Rio de Janeiro têm quase 100 km e transportam mais de meio milhão de pessoas. Até os Jogos Olímpicos de 2016 serão mais dois. São Paulo tem projeto para dez sistemas, que somarão 129 km e atenderão 3,1 milhões de usuários diariamente.

    Na pioneira Curitiba, que criou o modelo há quarenta anos, são 81 quilômetros e 500 mil passageiros transportados diariamente, mas o sistema já apresenta sinais de esgotamento por falta de investimentos na ampliação e manutenção.

    “Não há uma fórmula perfeita de mobilidade urbana. Paris teve um ganho quando reduziu os estacionamentos e limitou a velocidade máxima na área urbana. Cidades menores, com dois a três milhões de habitantes, como Viena, Copenhague e Estocolmo, chegaram a um estado da arte em transporte depois de 30 anos de trabalho. A grande questão é qual a necessidade de transporte adequada para cada cidade”, afirmou Alain Flausch, da UITP. “O espaço viário é o maior ativo das cidades e precisa ser revisto”, disse Clarisse Linke, do ITDP Brasil.

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